O projeto Jogar e Aprender: Protagonismo Infantojuvenil com Jogos Educativos já começou a decolar e está fazendo pousos em diferentes municípios da Bahia. A iniciativa do Instituto Brasil Solidário (IBS) investe na formação de professores em uma proposta que está impactando 150 mil estudantes de aproximadamente 500 escolas públicas da Bahia ao longo de 2026.
O projeto conta com o apoio do Nubank e é viabilizado com recursos do Fundo da Infância e Adolescência (FIA). A primeira grande mobilização aconteceu em junho, em Lençóis, na Chapada Diamantina, com um seminário que reuniu 118 gestores e educadores de 32 municípios. Além da apresentação do projeto, o encontro colocou os participantes em contato direto com os jogos da família PIC$ e abriu espaço para a adesão dos municípios.
A experiência de redes que já trabalham com a metodologia também ajudou a mostrar como os
jogos podem ser incorporados ao cotidiano escolar. “Através do jogo, os alunos vão incentivando, porque é uma forma de aprender mais lúdica. Quando a gente viu que isso estava dando certo na minha escola, começamos a ter uma visão mais ampla de levar isso para toda a rede”, conta Bárbara Durães, coordenadora pedagógica em São Gabriel (BA).
Em julho, a mobilização chegou a Salvador e à Região Metropolitana, com um segundo seminário que reuniu cerca de 120 educadores, gestores e representantes municipais. Entre um encontro e outro, o projeto já começou a chegar às salas de aula: em Lauro de Freitas, estudantes do 4º e 5º ano participaram de oficinas com os jogos na Escola Municipal Enock Amaral, trabalhando planejamento e consumo consciente de maneira lúdica e conectada ao cotidiano (fotos à direita). “A ludicidade é um dos grandes diferenciais do projeto. A proposta dos jogos encontra muito do que nós, freireanos, acreditamos: uma
proposta mais lúdica e interativa. O jogo é uma ação humana capacitadora do processo de aprendizagem”, avalia Edmundo Ribeiro Kroger, conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) e representante do Centro de Educação e Cultura Popular (CECUP).
Esse movimento é especialmente importante porque o projeto não foi pensado para ser uma ação isolada. A proposta é criar um processo que permaneça no cotidiano das escolas, apoiando os educadores para que possam incorporar, adaptar e multiplicar as práticas trabalhadas ao longo do projeto.
A experiência acumulada pelo IBS mostra a força desse modelo. Uma avaliação realizada com mais de 2.300 educadores apontou que, após as formações, mais de 80% passaram a se sentir preparados para trabalhar Educação Financeira em sala de aula, diante de um cenário em que sete em cada dez professores diziam não ter as ferramentas necessárias para abordar o tema. Na Bahia, essa experiência ganha uma nova dimensão: mil educadores serão formados e as escolas participantes receberão kits com os jogos da família PIC$, sendo algumas delas as versões ampliadas dos jogos, expandindo o acesso a uma metodologia que transforma um tema complexo em experiências de
aprendizagem concreta.
Para além da entrega dos jogos às escolas, o projeto aposta na capacidade dos educadores de transformar essas ferramentas em experiências que façam sentido para seus alunos e, a partir deles, para suas famílias e comunidades.
“É uma formação continuada. Não adianta simplesmente entregar um jogo sem entender quais são os outros aspectos que podem ser trabalhados.” Ricardo Berbel, secretário municipal de Educação de Wagner e vice-presidente da Undime Bahia







