No primeiro trimestre de 2026, o município de Tefé (AM) alcançou um marco importante: lidera o número de participantes nos cursos EAD do Instituto, com 270 educadores inscritos. O resultado coloca a cidade na primeira posição entre os municípios participantes das formações e evidencia o engajamento da rede municipal na construção de uma educação mais conectada aos desafios do cotidiano.
O destaque é resultado de um trabalho articulado entre a Secretaria Municipal de Educação, gestores escolares e educadores. Em maio, a Prefeitura promoveu uma reunião de alinhamento sobre Educação Financeira e o Programa Na Ponta do Lápis, reunindo diretores da rede municipal para discutir estratégias pedagógicas, a formação de professores por meio do IBS e da plataforma Aprender Valor, além das ações contínuas nas escolas.
Para Dorani Cruz das Chagas, coordenador do Programa Aprender Valor em Tefé e articulador da UNDIME no Programa Na Ponta do Lápis, a parceria com o Instituto tem contribuído diretamente para fortalecer as práticas pedagógicas no município. “Os estudantes adoram os jogos e observamos melhora tanto nos aspectos afetivos quanto nos cognitivos, fortalecendo o processo de ensino e aprendizagem. Nesta reunião também debatemos a parceria com o IBS na oferta das formações e na utilização dos jogos nas atividades”, destaca.
Os reflexos desse investimento na formação docente já podem ser vistos em diferentes escolas da rede. Um dos exemplos é a Escola Municipal Indígena em Tempo Integral Padre Augusto Cabroliê, onde o professor indígena Jukson Ferreira Urbano, mobilizou 121 estudantes dos 6º ao 9º ano, além de familiares e comunidade escolar, para a realização do Dia D da Educação Financeira.
A atividade integrou Matemática, Ciências e Educação Financeira por meio do jogo Piquenique, trabalhando temas como planejamento financeiro, consumo consciente, organização dos recursos familiares e sustentabilidade. Os estudantes também participaram de um desfile de roupas confeccionadas com materiais recicláveis, promovendo reflexões sobre reutilização e preservação ambiental.
“Depois de conhecer o IBS e participar das formações, compreendi a importância de trabalhar a Educação Financeira de forma prática, dinâmica e próxima da realidade dos estudantes. Os jogos possibilitaram abordar planejamento, escolhas conscientes e organização financeira de maneira lúdica, relacionando o conteúdo ao cotidiano da comunidade indígena”, afirma Jukson.
Ao conectar formação continuada, metodologias participativas e protagonismo estudantil, Tefé demonstra que, quando professores recebem apoio e ferramentas adequadas, o aprendizado se torna mais significativo para estudantes, famílias e comunidades inteiras, contribuindo para o desenvolvimento de competências essenciais para a vida.

