O papel de um educador se transforma quando ele se permite enxergar além do currículo tradicional. Para a professora Elisa Ariotti, de Bento Gonçalves (RS), essa virada de chave aconteceu no final de 2021. “Iniciei como professora e pensei que iria apenas ensinar os conteúdos da BNCC. Quando surgiu o curso e os jogos do IBS, abriu minha visão para essa área”, relembra.
Até então, o material didático tradicional trazia a temática de forma muito simples. Tudo mudou com a formação em Introdução à Educação Financeira do Instituto.
A chegada dos jogos na Escola Professor Agostino Brun deu vida nova ao planejamento pedagógico. “Mesmo já tendo a questão de poupar e investir que meus pais me passaram desde a infância, com os jogos, as coisas começaram a fazer mais sentido. Não no sentido de sermos ricos e eu não precisar trabalhar, mas de saber o que realmente era necessário comprar e o que não era. O aprendizado tornou-se leve, participativo e próximo da realidade dos estudantes”, analisa.
A partir daí, os tabuleiros se transformaram em motores de empreendedorismo real e transformação social, com estudantes do 9° ano utilizando a base de conceitos do Bons Negócios para produzir e vender chaveiros com o logotipo da escola e aromatizadores de ambiente, aprendendo sobre custos, vendas e lucro na prática.
Mas a marca de um Educador de Valor está na capacidade de multiplicar o conhecimento. Como também lecionava na Escola Caminhos do Aprender, Elisa levou a metodologia do IBS para a segunda escola, onde a Educação Financeira mostrou sua face mais inclusiva. “Após trocas de ideias entre os professores da escola e os organizadores do Instituto, foi desenvolvido um trabalho de adaptação dos jogos para os alunos surdos, incluindo recursos em Libras. Essa adaptação tornou as atividades ainda mais inclusivas e significativas”, conta.
Unindo finanças e sustentabilidade através da arrecadação e venda de produtos feitos com materiais recicláveis, a iniciativa se expandiu. “Além do aprendizado, com o valor arrecadado na ação, os estudantes conseguiram auxiliar no pagamento da viagem de formatura do 9° ano, percebendo na prática a importância do planejamento financeiro e do trabalho coletivo”, orgulha-se. O impacto foi tamanho que, em 2024, as iniciativas foram apresentadas na Mostra Técnico-Científica do Instituto Federal (IFRS) Campus Bento Gonçalves, onde o projeto de reciclagem conquistou o troféu de destaque.
O trabalho inovador continuou gerando frutos, em parceria com a professora de Língua Portuguesa Rosane Ferronato, Elisa desenvolveu uma atividade na Sala de Proficiência com alunos do 6° ao 9° ano de diferentes escolas municipais. Inspirados nos jogos PIC$ e PIC$ CITY, os estudantes produziram um jornal focado em Educação Financeira, resgatando desde a história da moeda até o dinheiro digital.
Hoje, os materiais continuam consolidados no cotidiano de suas turmas, fomentando a participação em desafios nacionais como a OLITEF e a TANGRAM.
“Todas essas experiências permitiram trabalhar os conteúdos de forma mais prática e próxima da realidade dos alunos.”, conclui Elisa, comprovando que a metodologia do Instituto encontra sua melhor forma quando ganha a assinatura de professores que transformam teoria em lições para a vida inteira.
Aspas destaque: “Através dos jogos e projetos, foi possível unir Matemática, Educação Financeira, sustentabilidade, inclusão e empreendedorismo de maneira dinâmica e significativa.”
