Em São Luís (MA), a professora Elmirinda Costa propôs um desafio diferente à sua turma do 1º ano da Escola Professor José da Silva Rosa: cada aluno receberia 6 Américas (A$), a moeda fictícia utilizada no jogo, para escolher o que comprar. A proposta revelou rapidamente uma percepção comum entre os alunos. Ao observarem os produtos disponíveis, muitos afirmaram que queriam levar tudo.
Foi então que perceberam que o dinheiro não era suficiente para adquirir todos os itens desejados. A atividade abriu espaço para reflexões sobre escolhas, prioridades e limites financeiros, questões fundamentais para a formação de hábitos conscientes desde a infância. “O que mais me chamou atenção foi perceber que eles escolhiam os produtos apenas pelo desejo. Quando começaram a comparar os preços com a quantidade de moedas que tinham, entenderam que não basta ter dinheiro, é preciso planejar o que realmente quer comprar”, relatou.
Outro aspecto que chamou atenção foi o comportamento dos estudantes diante do dinheiro que sobrava. Mesmo aqueles que conseguiam economizar parte das moedas buscavam rapidamente um novo produto para gastar o restante do valor. A experiência mostrou que práticas como poupar e planejar gastos a longo prazo ainda são novidades para a turma, mas também evidenciou o potencial dos jogos educativos para introduzir esses temas de maneira concreta e acessível. “Foi apenas o primeiro contato, mas já conseguimos observar descobertas importantes sobre consumo e tomada de decisão”, concluiu.



