Em São Gabriel (BA), o Dia D da Educação Financeira na Escola Gracinda Rita da Rocha mostrou que a
inclusão também pode fazer parte das experiências de aprendizagem fora da sala de aula. A proposta surgiu como uma forma de explorar as possibilidades inclusivas do Piquenique e aproximar os conteúdos de escolhas e planejamento da realidade dos estudantes.
Quatro alunos participaram de uma atividade realizada na casa dos irmãos gêmeos Samuel e Moisés, que têm baixa visão. A mãe dos gêmeos relatou que, enquanto um dos filhos costuma guardar suas economias, o outro tende a gastar tudo o que recebe. A partir dessa revelação, a atividade avançou para o jogo, relacionando as cartas de ganhos e gastos às decisões que fazem parte da vida cotidiana.
Durante a partida, as crianças exploraram os recursos de acessibilidade disponíveis no jogo. Além das cartas com letras ampliadas, os QR Codes garantem o acesso total ao conteúdo e a participação de todos de forma autônoma. Um dos principais objetivos da professora Bárbara Durães era garantir que cada jogada fosse realizada no tempo do aluno e que os adultos evitassem realizar as ações por eles.
A experiência também mostrou que os recursos de acessibilidade podem contribuir para além do acesso ao jogo. Segundo a professora, um dos momentos mais significativos foi quando os alunos conseguiram localizar e manusear os materiais, fazer suas próprias escolhas e participar das decisões de forma autônoma.
Hoje, o jogo já faz parte da rotina dos estudantes na escola. Segundo Bárbara, eles participam das atividades com mais liberdade e já conseguem ler as cartas, podendo realizar os comandos. “O jogo transforma as barreiras do aprendizado em pontes de inclusão, onde cada jogada é uma conquista e todo aluno tem o direito de vencer”, refletiu.













