Na escola Padre Pagliani, em Jaguarão (RS), a Educação Financeira deixou de ser um conceito abstrato para se tornar uma ferramenta de transformação na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Sob a condução da professora Denise Pagliani, 24 alunos com idades entre 15 e 39 anos utilizam os jogos educativos para simular situações reais de consumo, poupança e gestão de dívidas.
A dinâmica utiliza o lúdico para preparar os estudantes para as decisões da vida adulta através dos jogos Piquenique e Bons Negócios. “A Educação Financeira é mais do que aprender a economizar. É sobre preparar o aluno para a vida, ensinando habilidades essenciais de gerenciamento que impactam suas futuras decisões”, explicou Denise. Segundo ela, após as partidas, os estudantes tornaram-se mais críticos e confiantes, levando o aprendizado para dentro de casa, onde passaram a analisar contas de luz e extratos bancários com as famílias.
A experiência integra um movimento estruturante na rede pública local, que já alcança as oito escolas municipais e envolve 70 professores formados ou em capacitação pelo Instituto. O assessor pedagógico Nilson Duarte Rocha, da Secretaria Municipal de Educação, destaca o impacto da iniciativa: “Trabalhar a Educação Financeira nas escolas é formar cidadãos mais conscientes, que aprendem a planejar, diferenciar necessidades e desejos e evitar o consumo impulsivo.”
Atividades no Dia D mobiliza de 6 a 14 anos
No programa AABB Comunidade, em Jaguarão (RS), a educadora Adriana Antunes Rauback deu início às atividades com os jogos para estudantes de 6 a 14 anos, a partir de uma abordagem lúdica e interdisciplinar no contraturno escolar.
A ação começou com a exibição de um curta metragem sobre Educação Financeira e uma roda de conversa, conectando o tema a situações do cotidiano dos alunos. Em seguida, eles jogaram Piquenique, o que despertou o interesse e incentivou a participação ativa nas discussões. Segundo a educadora, o uso de recursos audiovisuais e jogos contribuiu para facilitar a compreensão dos conteúdos, permitindo que os alunos relacionassem o tema com a própria realidade.


